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Traqueobronquite infecciosa canina (tosse canina)

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A traqueobronquite infecciosa canina (CITB), também conhecida informalmente como tosse canina, é uma doença multifatorial altamente contagiosa caracterizada pela inflamação aguda ou crônica da traqueia e das vias aéreas bronquiais. Geralmente ela é uma doença leve, auto-limitante, mas pode evoluir para a broncopneumonia fatal em filhotes ou bronquite crônica em cães idosos ou debilitados. É vista frequentemente quando os cães estão em contato próximo com outros cães, por exemplo, em canis ou em centros de resgate, embora a CITB também ocorra em cães sem histórico desses eventos.  A doença pode se espalhar rapidamente entre cães suscetíveis presos em confinamento com outros cães e os sinais podem persistir por algumas semanas.

Etiologia e patogênese
O vírus da parainfluenza canina, adenovírus 2 (CAV-2) canino, ou o vírus da cinomose podem ser os patógenos principais ou exclusivos presentes. Os reovírus caninos (tipos 1, 2, e 3), herpesvírus canino, e adenovírus 1 (CAV-1) canino são de importância questionável nessa síndrome. Bordetella bronchiseptica pode atuar como patógeno principal, especialmente em cães <6 m de idade; entretanto, ele e outras bactérias (geralmente organismos gram-negativos tais comoPseudomonas sp, Escherichia coli, and Klebsiella pneumoniae) podem causar infecções secundárias e lesões pós-virais no trato respiratório. Infecções paralelas com vários desses agentes são comuns. O papel do Mycoplasma sp ainda não foi claramente fixado. Estresses e extremos de ventilação, temperatura, e umidade aparentemente aumentam a suscetibilidade, e a gravidade da doença.

Resultados clínicos e patológicos
O sinal clínico proeminente é de paroxismos de tosse seca e áspera, que pode ser seguida de náusea e engasgo. A tosse é facilmente induzida através de palpação suave da laringe ou traqueia. Os cães afetados aparentam poucos sinais adicionais, ou mesmo nenhum, exceto pela anorexia parcial. Durante a auscultação, os sons respiratórios parecem ser normais em sua essência. Em casos avançados, se ouve estertores inspiratórios e sibilos expiratórios. A temperatura corporal pode aumentar ligeiramente e a contagem de glóbulos brancos geralmente continua normal. A evolução de sinais mais graves, incluindo febre, secreção nasal purulenta, depressão, anorexia, e tosse produtiva, especialmente em filhotes, indica infecção sistêmica agravada tal como a cinomose ou a broncopneumonia. O estresse, especialmente devido às condições ambientais adversas e à má-alimentação, pode contribuir para a recaída durante a convalescença.

Durante os estágios inflamatórios agudo e subagudo, as passagens aéreas estão cheias de exsudato espumoso, seroso ou mucopurulento. Na bronquite crônica, eles contém muco viscoso excessivo. Os revestimentos epiteliais estão ásperos e opacos, como resultado da fibrose difusa, edema e infiltração da célula mononuclear. Há hipertrofia e hiperplasia das glândulas mucosas traqueobrônquicas e células caliciformes. A tosse é uma tentativa de remover o acumulo de muco e exsudato das passagens respiratórias.

Diagnóstico
Deve-se suspeitar da CITB sempre que a tosse característica evolui repentinamente de 5 a 10 dias após a exposição a outros cães suscetíveis ou afetados. A gravidade geralmente diminui durante os primeiros 5 dias, mas a doença pode persistir por algumas semanas. O diagnóstico geralmente é feito a partir do histórico e dos sinais clínicos e por eliminação de outras causas de tosse. Na bronquite crônica, as radiografias torácicas podem mostrar um aumento nas marcações linear e peribrônquicas. A broncoscopia revela a inflamação do epitélio e geralmente muco purulento nos broncos. Além disso, o procedimento permite a coleta da biópsia e amostras do esfregaço para análise in vitro. A lavagem bronquial é outro auxiliar de diagnóstico e pode demonstrar os agentes causadores ou respostas celulares significativas (eosinófilos).

Fonte: Manual de Veterinária da Merck

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