Bordetelose felina

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Bordetella bronchiseptica (Bb) tem sido há muito tempo reconhecido como importante agente na traqueobronquite infecciosa canina (CITB), mas somente há poucos anos seu papel na evolução da doença do trato respiratório superior de gatos (URTD) foi reconhecido. Os sinais clínicos da infecção por Bb são bem parecidos com os da doença viral do trato respiratório superior e há indícios crescentes de que a infecção se difundiu. O estresse predispõe os gatos à evolução da doença associada ao Bb e isso é mais comuns em ambientes domésticos com muitos gatos e em gatis. A doença é mais grave em filhotes (onde há relatos de broncopeneumonia fatal).

Etiologia e Patogênese
B. bronchiseptica as bactérias são pequenas (0,2 mm X 0,7 mm), aeróbicas, providas de mobilidade, os bacilococos gram negativos que ocorrem separadamente, em pares, ou em pequenos agrupamentos.

A transmissão da infecção ocorre em animais em contato direto via contato íntimo ou pela infecção por gotículas. O organismo não sobrevive por longos períodos fora do hospedeiro e é imediatamente morto através dos desinfetantes mais comuns e extremos de pH e temperatura. No entanto, em um ambiente altamente contaminado, de modo particular com muco infectado, a sobrevivência pode ser longa o suficiente para a ocorrência da transmissão indireta.

B. bronchiseptica coloniza a mucosa ciliada respiratória, uma superfície feita para eliminar partículas estranhas, fazendo com que os mecanismos de aderência e persistência dessas bactérias sejam essenciais. A liberação das toxinas após a colonização é responsável pelo dano inflamatório local e sistêmico para os primeiros 3 a 5 dias após a infecção. O dano e a perda das células epiteliais da traqueia que contêm bactérias aderentes contribuem para a doença respiratória e cilioestase, destruição dos cílios e falha no mecanismo de clearance mucociliar juntos facilitam a posterior colonização, persistência e transmissão das bactérias.

Após o início da resposta imune local as bactérias são gradualmente eliminadas. Nos gatos a maioria das enfermidades parece auto-limitante com a resolução espontânea ocorrendo após cerca de 10 a 14 dias. No entanto, a broncopneumonia severa está associada com a B. bronchiseptica pode ocorrer, de modo particular em filhotes, e pode ser letal.

Estudos mostraram que a B. bronchiseptica pode induzir a doença respiratória na ausência de outros patógenos. No entanto, embora a B. bronchiseptica possa atuar como patógeno primário e causar URTD em gatos, é altamente provável que em diversas circunstâncias outros fatores estejam envolvidos incluindo estresse e infecção simultânea com vírus respiratórios. B. bronchiseptica também pode atuar como patógeno secundário, de modo particular em casos de URTD que evoluem para broncopneumonia mais letal.

Resultados clínicos e patológicos
B. bronchiseptica URTD associada é uma doença complexa. Existe uma justaposição considerável entre os sinais clínicos observados com outros agentes que podem causar URTD incluindo FCV e FHV-1. Em estudos com gatos em que a B. bronchiseptica é conhecido como o único agente causador, sinais clínicos incluem febre, espirro, secreção nasal, linfadenopatia submandibular, tosse e estertores pulmonares. Na maioria dos gatos a doença é normalmente leve e os sinais em geral desaparecem em 10 dias. No entanto, em alguns gatos, de modo particular os mais jovens, pode evoluir em broncopneumonia e ameaçar a vida. Alguns gatos podem tornar-se portadores de longo prazo e gatos restabelecidos mostraram abrigar Bb por pelo menos 19 semanas após a exposição inicial.

Diagnóstico
A presença do Bb pode ser confirmada pelo isolamento e coleta ou PCR nos esfregaços orofaríngeo ou nasal . Para isolamento ou coleta das bactérias, os esfregaços devem ser colocados em meio de transporte bacteriano e coletados em um meio seletivo como carvão vegetal / ágar cefalexina, que reduz o crescimento excessivo através de outras floras respiratórias.

Os métodos de PCR sensíveis em tempo real são capazes de detectar a presença de uma quantidade pequena de organismos. Alguns laboratórios desenvolveram ensaios multiplex que possibilitam a detecção simultânea de todos os patógenos respiratórios felinos comuns.

A sorologia é de uso diagnóstico limitado devido à soroprevalência elevada na população de gatos de uma maneira geral.

Fonte: Manual veterinário da Merck

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